
O ser humano, assim como os demais seres vivos que habitam o planeta Terra, mantém com este uma relação interativa condicionada pela necessidade de sobrevivência e permanência enquanto espécie, sendo que a particularidade que o torna diferente das demais é sua capacidade de ação "consciente", por conseguinte cultural, no processo de intervenção ambiental. Esse diferencial também nos possibilita a compreensão do processo de desarticulação da Natureza - aqui entendida como a força ativa que estabelece e conserva o equilíbrio e a ordem natural de tudo - diretamente relacionado com o grau de aceleração da capacidade humana de criação cultural, que num primeiro momento tinha como meta comodidade e bem-estar e, posteriormente, a possibilidade de apropriação, o acúmulo de riquezas e a dominação dentro da própria espécie. Nesse sentido, é possível perceber a cada etapa do processo histórico cultural, e mais intensamente neste último século marcado pelo apogeu tecnológico, o agravamento da degeneração dos recursos naturais, que ocasionou o aumento da contabilidade dos problemas e desequilíbrios ambientais.

Nos anos 60 e 70, os ecologistas eram considerados pessoas "sonhadoras" e "utopistas". Suas idéias eram vistas como "empecilhos" ao desenvolvimento econômico, uma vez que faziam sérias críticas ao consumismo e à exploração abusiva dos recursos naturais do planeta. Diante dos graves desafios que emergem neste início de século, como a contaminação das fontes de água potável, a desertificação, o aquecimento global, a ameaça do degelo antártico, as "utopias ambientalistas" retornam com suas reflexões e encaminham soluções possíveis e inadiáveis, colocando como um dos maiores desafios a mudança de mentalidades e de comportamentos, tendo como base a Educação Ambiental em toda sua plenitude. Como o paradigma ético predominante na sociedade industrial se coloca como um forte obstáculo ao avanço da consciência e ação ecológicas, na medida em que atua como referência de comportamentos e ações individuais e sociais, existe a necessidade de substituir a racionalidade individualista e competitiva vigente, por uma mentalidade que permita o restabelecimento dos equilíbrios sistêmicos afetados, levando-se em consideração, além dos aspectos científicos, as características culturais regionais e suas intrínsecas correlações históricas.

As orientações da Conferência de Tbilisi explicitam a importância dos sentidos e da subjetividade para a compreensão da complexidade das relações humanas, sociais, políticas e com a Natureza, destacando a relevância das atividades culturais e artísticas nas práticas da Educação Ambiental Informal. A possibilidade de conhecimento compartilhado, o desenvolvimento da capacidade de reflexão crítica e a efetiva contribuição da Arte no processo de culturação dos povos são importantes instrumentos no desenvolvimento de uma cultura social que favoreça uma mudança de atitudes, sob a perspectiva de compreensão das relações sistêmicas.

A sociedade contemporânea reage frente a problemas como: o incremento do consumo, a globalização, a desintegração social e a demasiada concentração demográfica urbana, fatores que determinam o declínio da qualidade da vida nas cidades. Nessa sociedade em constante mutação, com grande mobilidade física e social, imersa num processo de uniformização cultural provocado pelas novas tecnologias, temos um tempo – cronológico e histórico – que se “esvai”, onde a confusão entre o privado e o social “sufoca” e anula o valor da história da qual cada indivíduo é protagonista, eliminando, assim, a identidade do sujeito.

Nos anos 60 e 70, os ecologistas eram considerados pessoas "sonhadoras" e "utopistas". Suas idéias eram vistas como "empecilhos" ao desenvolvimento econômico, uma vez que faziam sérias críticas ao consumismo e à exploração abusiva dos recursos naturais do planeta. Diante dos graves desafios que emergem neste início de século, como a contaminação das fontes de água potável, a desertificação, o aquecimento global, a ameaça do degelo antártico, as "utopias ambientalistas" retornam com suas reflexões e encaminham soluções possíveis e inadiáveis, colocando como um dos maiores desafios a mudança de mentalidades e de comportamentos, tendo como base a Educação Ambiental em toda sua plenitude. Como o paradigma ético predominante na sociedade industrial se coloca como um forte obstáculo ao avanço da consciência e ação ecológicas, na medida em que atua como referência de comportamentos e ações individuais e sociais, existe a necessidade de substituir a racionalidade individualista e competitiva vigente, por uma mentalidade que permita o restabelecimento dos equilíbrios sistêmicos afetados, levando-se em consideração, além dos aspectos científicos, as características culturais regionais e suas intrínsecas correlações históricas.

As orientações da Conferência de Tbilisi explicitam a importância dos sentidos e da subjetividade para a compreensão da complexidade das relações humanas, sociais, políticas e com a Natureza, destacando a relevância das atividades culturais e artísticas nas práticas da Educação Ambiental Informal. A possibilidade de conhecimento compartilhado, o desenvolvimento da capacidade de reflexão crítica e a efetiva contribuição da Arte no processo de culturação dos povos são importantes instrumentos no desenvolvimento de uma cultura social que favoreça uma mudança de atitudes, sob a perspectiva de compreensão das relações sistêmicas.

A sociedade contemporânea reage frente a problemas como: o incremento do consumo, a globalização, a desintegração social e a demasiada concentração demográfica urbana, fatores que determinam o declínio da qualidade da vida nas cidades. Nessa sociedade em constante mutação, com grande mobilidade física e social, imersa num processo de uniformização cultural provocado pelas novas tecnologias, temos um tempo – cronológico e histórico – que se “esvai”, onde a confusão entre o privado e o social “sufoca” e anula o valor da história da qual cada indivíduo é protagonista, eliminando, assim, a identidade do sujeito.
Na Pós-Modernidade - como condição histórica - a cidade é o lugar onde o fato se funde à imaginação, numa relação peculiar entre homem e material que existe na contínua interação criativa da vida urbana. A rua, como espaço público dinâmico e de relações, permite uma análise que supera a enumeração dos elementos físicos que o conformam. Como espaço de transição, lugar de todos, a percepção do urbano reúne os elementos sociais e comunicativos aos estéticos e funcionais, revelando o ritmo e as características próprias da população. As estratégias de representação, fundadas em posicionamentos e ações culturais promovidas no âmbito da Arte, nos revelam a organização dos setores sociais, culturais e políticos que interferem na construção da cidade contemporânea.

O meio ambiente percebido como parte integrante das relações sociais e do processo histórico de construção de mundo solidifica a consciência planetária das ameaças da civilização industrial-tecnológica. A relação homem-natureza e dos grupos sociais entre si, bem como a forma de apropriação dos recursos naturais, são fatores determinantes da qualidade de vida da sociedade. O aprimoramento dessas inter-relações solidificou-se como um dos objetivos da Ecologia Social, que também se propõe a pensar o sujeito numa relação de alteridade, interferindo e modificando o seu meio a partir de uma dimensão ética, que não seja imposta culturalmente, mas que reflita suas escolhas, percepções, valores e ideais.
Sob esse enfoque, a Educação Ambiental visa a promover uma mudança de mentalidade. Sua abordagem ecossistêmica confere-lhe uma visão mais ampla que conjuga a perspectiva ecológica, a social, a cultural e a econômica, procurando estabelecer uma nova relação entre a humanidade e a natureza e uma razão alternativa aos modelos da razão clássica e da razão dialética. Na expectativa de produzir novos modos e estilos de vida, desde a Conferência de Tbilissi, a E.A. está orientada como uma proposição que abandona a tradicional compartimentação do conhecimento, numa perspectiva interdisciplinar, que não se limita à educação formal. Trata-se de uma educação que visa à participação dos cidadãos nas discussões e decisões sobre a questão ambiental, num processo educativo que não separa a arte da ciência e busca


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